Le temps s'en allait (tradução)

Original


Francis Cabrel

Compositor: Francis Cabrel

Esta manhã brinquei de bolinhas de gude
Corri atrás de garotas
E aproveitei o momento
Deixei meu coração se pendurar
Nos espinhos das flores
E venci muitas vezes
Esta noite, empurro com minha bengala
As folhas dos plátanos
Sob os bancos de cimento
No cheiro de charutos
E no som dos violões
Dos meus netos

Corri, corri, corri
E o tempo escapou
Corri, corri

E todo o tempo que passo
Sentado no mesmo lugar
Apenas movendo os olhos
Com meus velhos refrões
Meu cachecol de lã
Mesmo quando o céu está todo azul
Minha voz sempre falha
O medo do frio

Ou o som dos aviões
E com o frio que se aproxima
Tenho medo que os sinos
Em breve toquem meu nome

Corri, corri, corri
E o tempo escapou
Corri, eu estava correndo

Você, meu filho a quem amo
Você que está com tanta dor
Sente-se por um momento
Quem te deixa
Diga a si mesmo O tempo voa
E a poeira te espera
Veja, estes braços da miséria
Viajaram o mundo
Por uma garota da nossa aldeia
Explodiram mesas
E praias de areia
E matilhas de lobos
Éramos tão felizes
Estávamos tão longe
Que quase nos perdemos
Estávamos tão no alto
E tão belos
Que já não nos reconhecemos

Corremos, corremos, corremos
E o tempo escapou

Esta manhã brinquei de bolinhas de gude
Corri atrás de garotas
E aproveitei o momento
Pendurei meu coração
Nos espinhos das flores
E venci muitas vezes
Esta noite, não tenho mais problemas
Todos me amam
Mas não é como antes
Porque há um fim Da minha bengala
As folhas dos plátanos
E é outono o tempo todo
Você, minha filha, a quem amo

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