Compositor: Francis Cabrel
Certamente existe uma pista de pouso no outro extremo do mundo
Meio coberta por grama dourada
Em uma ilha perdida onde o céu lamenta
Desde que os aviões de quarenta desapareceram
Não podemos viver sempre as mesmas coisas
Um dia meu avião terá que pousar lá
Asas rasgadas pelos ventos da jornada
Não me permitirão a viagem de volta
Mesmo se eu ficar lá
Mesmo se eu chorar, mesmo se eu pegar a peste
Mesmo se eu morrer, nada me fará me arrepender da minha decisão
De dormir sob a brisa do mar
Nada restará das minhas antigas raízes
Terei apenas minha pele como minha única prisão
Três ou quatro fotos e meio lápis
Viverei lá enquanto quiserem que eu viva lá
Minhas histórias de amor, belas e definitivas
Para as árvores, as flores e os camaleões
Para as ondas que vêm e as que vão
Mesmo se eu ficar aqui
Mesmo se eu chorar, mesmo se eu pegar a peste
Mesmo se eu morrer, nada me fará me arrepender da minha ações
Mesmo que eu fique aqui
Bem à beira-mar, sobre rochas de granito
Um dia irei e esculpirei as razões da minha fuga
Com os reflexos brancos dos olhos das sereias
Eu tinha medo dos caminhos que queriam que eu trilhasse
Mesmo que eu fique aqui
Mesmo que eu chore, mesmo que eu pegue a peste
Mesmo que eu morra, nada me fará me arrepender das minhas ações
Oh, mesmo que eu fique aqui
Mesmo que eu chore, mesmo que eu pegue a peste
E mesmo que eu morra, nada me fará me arrepender das minhas ações
Ei, mesmo que eu fique aqui
Se eu chorar
Se eu morrer
Nada me fará me arrepender das minhas ações