Compositor: Francis Cabrel
Se apenas meus passos ecoam
É porque não sobrou ninguém
Até as paredes estão frias
Não me resta ninguém
Algumas lembranças antigas
E comprimidos para dormir
Algumas imagens que voltam
De uma praça com um palco
Sobre cavaletes de madeira
Milhares de pessoas estão lá
Mas devo ter sorrido por tempo demais
Não vi você partir
Apenas meus passos ecoam
Não sobrou ninguém
Eu jamais ousaria pedir a você
Para voltar e me ajudar a levantar
Ficarei aqui
Em meio aos papéis engordurados
Como um Deus aprisionado
Em uma teia de aranha
Apenas meus passos ecoam
Não sobrou ninguém
Pensei que pudesse jogar como um homem
Mas azar o meu, se não sobrou ninguém
Apenas o gosto da sua pele ecoando a minha voz
Pensei que pudesse jogar como um homem
Mas azar o meu, se não sobrou ninguém
Apenas o gosto da sua pele ecoando a minha voz
Pensei que pudesse jogar como um homem
Que pena para mim se não sobrar ninguém