Compositor: Francis Cabrel
Milhares de homens de negócios
Com os narizes enfiados no jornal
Sem nada melhor para fazer
Tentando parecer normais
Não tenho um terno escuro
Não tenho assunto
E além disso, tenho medo de voar
Bem-vindo à armadilha
Uma voz aveludada
Dizendo, debaixo do seu assento
O colete salva-vidas de emergência
Alguém tem que cair
Talvez seja o certo
Tenho medo de voar
Cada ruído é estranho
Cada cheiro é suspeito
Até deitado no corredor
Quero ser respeitado
Gostaria de ser como todo mundo
Para achar natural
Ser ejetado por um estilingue
Até o meio do céu
Como parece minúscula
Esta pista de concreto
Tenho medo de voar
Se algum dia pousarmos
Em qualquer lugar que não seja entre as árvores
Sugiro que assistamos
À missa de domingo
Juro que voltarei andando para casa
Não há nada a fazer, nada a fazer
Tenho medo de voar
Medo de voar
Medo de voar
Medo de voar